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26 de setembro de 2018

Líderes nas pesquisas à Presidência apresentam evolução patrimonial pequena





A evolução patrimonial dos dois candidatos que lideram a disputa à Presidência da República, segundo a declaração feita por eles mesmos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), teve variação pequena desde a última eleição disputada por ambos. 

Líder nas sondagens dos principais institutos de pesquisa do país, Jair Bolsonaro, candidato pelo PSL, declarou patrimônio de R$ 2.074.692,43 quando concorreu a deputado federal em 2014. Em 2018 o valor declarado foi de R$ 2.286.779,48, o que configura um aumento de 10%. levantamento, no entanto, não inclui as declarações de bens dos filhos do deputado, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), 37, candidato ao Senado, que teve aumento de 55% em seu patrimônio, desde 2010, e de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), 34, candidato à reeleição como deputado federal, que teve uma evolução patrimonial de 432% desde 2014. 

Os dados sobre a evolução de bens dos filhos de Jair Bolsonaro foram publicados em reportagem feita pelo site UOL, no último mês de agosto, a partir dos dados fornecidos ao TSE.

O segundo colocado nas pesquisas, Fernando Haddad, candidato escolhido pelo PT após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser impedido, teve uma evolução patrimonial que variou para baixo. Quando disputou e perdeu a eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2016, o petista declarou R$ 451.938,07. No pleito atual, consta na declaração do candidato o valor de R$ 428.451,09, uma redução de 5%.

Os candidatos logo abaixo dos líderes nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), apresentam variações maiores. A última eleição disputada por Ciro foi em 2006, quando ele era filiado ao PSB e venceu a disputa por uma vaga a deputado federal pelo Ceará. Naquele ano, o hoje pedetista declarou patrimônio de R$ 426.840,92. Doze anos depois, consta na declaração do candidato o valor de R$ 1.695.203,15, um aumento de 297%. A comparação é entre doze anos, maior do que dos outros candidatos, e não leva em conta a inflação no período.

Alckmin apresentou crescimento de 28% entre 2014 e 2018. Há quatro anos, quando disputou e venceu a eleição para o Governo de São Paulo, o tucano declarou ao TSE R$ 1.069.498,27. Os dados divulgados para o pleito de 2018 mostram o patrimônio atual do candidato em R$ 1.379.131,70.
Os dados informados por Marina são mais modestos e apresentam queda de 34% entre 2014 e 2018. Quando concorreu à Presidência em 2014, a ex-ministra do governo Lula declarou R$ 181.019,32. Na declaração atual consta o valor de R$ 118.835,13.

No pelotão de concorrentes com menor expressão nas pesquisas, candidatos com patrimônio milionário, caso de José Maria Eymael (DC) e Álvaro Dias (Podemos), e candidatos com bens quase inexpressivos, caso de Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU). Eymael, candidato da Democracia Cristã, declarou R$ 5.134.884,63 quando concorreu à eleição presidencial de 2014. O valor aumentou em 19% na comparação com 2018, quando o candidato declarou R$ 6.135.114,71. Álvaro Dias apresentou queda de 1% na comparação entre 2014 e 2018: de R$ 2.912.001,70, passou a ter R$ 2.889.933,32.

“Campeões”
Os campeões em patrimônio não são campeões nas pesquisas de intenção de voto. João Amoêdo, que concorre pela primeira vez pelo também estreante em eleições majoritárias Novo, declarou ao TSE R$ 400.066.485,46. Henrique Meirelles, o candidato do MDB, partido do atual Presidente da República, Michel Temer, declarou R$ 377.496.700,70. O site do TSE informa que os dados referentes à eleição de 2002, quando Meirelles concorreu à deputado federal, estão incompletos e sob revisão. Ambos os candidatos não decolaram nas pesquisas, apesar da renda muito acima dos concorrentes.

Governo de São Paulo
Ao contrário do que acontece na corrida presidencial, os líderes nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de São Paulo possuem patrimônio declarado mais alto que seus concorrentes. João Doria, do PSDB, declarou R$ 189.859.904,76 ao TSE. Em 2016, quando venceu a disputa pela Prefeitura de São Paulo, o tucano declarou R$ 179.765.700,69. O aumento é de 5%.

Seu principal concorrente, o emedebista Paulo Skaf, declarou R$ 23.837.496,00 no pleito atual. Quando concorreu ao Governo do Estado em 2014 pelo mesmo partido, então PMDB, o patrimônio declarado foi de R$ 17.732.021,23. A evolução patrimonial do candidato foi de 34%

Correm por fora na disputa os dois candidatos mais à esquerda, Luiz Marinho (PT) e Márcio França (PSB). Este, atual governador de São Paulo, cargo que assumiu em 6 de abril de 2018, após Alckmin renunciar para concorrer à Presidência, apresenta um decréscimo considerável em seu patrimônio na comparação com 2014. No pleito atual, o pessebista declarou R$ 427.944,87, enquanto há quatro anos o valor era de R$ 618.713,67. A redução é de cerca de 30%.

Luiz Marinho apresenta patrimônio mais modesto, embora tenha dobrado o valor desde a primeira vez em que concorreu à Prefeitura de São Bernardo do Campo, em 2008: passou de R$ 32.508 a R$ 64.520 declarados ao TSE.


13 de setembro de 2018

Unip realiza ciclo de palestras sobre “O universo da escrita”


Por Giovanna Nucitelli
A Universidade Paulista realizou na última semana uma série de debates sobre “O Universo da Escrita”. O evento, realizado no campus Marquês, contou com a presença dos jornalistas Antonio Carlos Fon, Viviane Santyago e Paulo José Lanyi, que palestraram para alunos dos cursos de Letras, Jornalismo e Publicidade e Propaganda.

Na ocasião, os convidados contaram sobre suas trajetórias profissionais e deram dicas aos estudantes sobre escrita e o “fazer jornalístico” atual. Sérgio Braga, coordenador do curso de Jornalismo, abriu o evento recordando sobre o período de repressão durante a Ditadura Militar (1964-1985).

Em seguida, Antonio Carlos Fon conduziu a palestra contando sobre seu passado na profissão, marcada pela censura militar. Expoente no jornalismo investigativo, Fon destacou as matérias “Descendo aos porões” e “Um poder na sombra”, além de seu livro “Tortura – a história da repressão política no Brasil”, que retratam o período da Ditadura.

Antonio Carlos Fon abordou o papel do
jornalismo na defesa da democracia

O palestrante ainda abordou sobre a militância na profissão, a política atual e a relação de ambos os temas com o jornalismo. “Não temos memórias de nossa profissão e isso nos coloca em risco de voltar a um passado recente”, afirma Fon. “Temos que encontrar novas formas de fazer jornalismo”, completa.  
A dificuldade da participação feminina na literatura
foi destaque na participação da jornalista Viviane Santyago

Viviane Santyago foi a próxima a palestrar. Ex-aluna da Unip, a jornalista, que já passou pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, falou sobre literatura e sobre seu livro “A Linha 4-Amarela do Metrô”, que conta a história de passageiros do sistema de transporte. Viviane também abordou sobre a dificuldade de participação feminina no mercado literário, cuja presença representa apenas 30% do total de publicações.

“A literatura feminina foi colocada dentro de um nicho que deprecia o que é escrito por mulheres, como se só falássemos de coisas banais e fúteis […]. Eu quero poder escrever um livro onde eu coloque minha perspectiva e vivência feminina e, se ele tiver qualidade literária, seja reconhecido como um bom livro”, comenta Santyago. “Escrevam sempre, para se aprimorarem, porque escrever é 5% dom e 95% talento”, finaliza.

Encerrando a série de palestras na quinta, Paulo José Lanyi contou sua trajetória mista no jornalismo, na literatura e, recentemente, no cinema. O jornalista também apresentou aos alunos sua obra “Deus disse que não existe”, onde inaugura um novo gênero literário, que chama de romance cênico, por misturar literatura e teatro.
José Paulo Lanyi destacou as amplas possibilidades
de atuação na carreira jornalística

Lanyi trouxe ainda aos alunos uma nova perspectiva das profissões: “quando me perguntam se eu sou jornalista, cineasta, entre outros, eu digo que eu me expresso, expresso meu pensamento. Aprendemos a nos restringir e isso não é bom. A gente pode se libertar das amarras de ser uma única coisa e fazer algo que muitas vezes não pensamos”.

Para Sérgio Braga, o evento foi importante por contemplar a troca de informações entre três gerações de jornalistas, desde Antonio Carlos Fon, que vivenciou os eventos da Ditadura Militar, passando por Paulo Lanyi, representante da segunda geração de profissionais e que mostra que o jornalista pode ser um comunicador pleno, até Viviane Santyago, que é a nova geração em busca de formas inovadoras de fazer jornalismo.

A coordenadora do curso de Letras, Simone Gonzales, comentou sobre a importância da relação dos temas repressão, liberdade e direitos, abordados nas três palestras: “quando se fala de repressão, não falamos só sobre repressão política. E é muito importante que os mais jovens entendam que isso existe e como é maquiado para que a gente ache que não”. Simone ainda ressaltou a importância da leitura e de se informar sobre os fatos cotidianos.