13 de novembro de 2017

Sarau e a liberdade de expressão

Por João Vitor Franzone

Sarau é uma reunião de pessoas com o propósito de expor sua cultura, seja recitando poesias, cantando, dançando, lançando livros, entre outras expressões, que levam a cultura do dia a dia a um evento que tem como a principal característica a liberdade de expressão.

Hoje apropriado pela periferia, os saraus têm origem bem longe das favelas. O movimento chegou ao Brasil com D. João VI, e mesmo depois de décadas, continuou sendo predominante da elite. Já no século XX, contou com participações ilustres como a de Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira.

Os saraus foram apropriados pela periferia na segunda metade do século passado, quando foi levado a ambientes diferentes como espaços culturais, educacionais e até bares. O movimento, para periferia, tem extrema importância, pois dá voz para as pessoas que vivem à margem dos grandes centros.

Só em São Paulo são centenas de saraus que ocorrem mensalmente, espalhados pela cidade. Alguns periféricos, alguns centrais, alguns feitos em parques, praças, escolas, centro de culturais e em bares.

Os principais eventos desse tipo que ocorrem na cidade são:
Cooperifa -  criado pelo poeta Sergio Vaz, o sarau é realizado na zona sul da capital, no Bar do Zé Batidão, que fica no bairro Jardim Guarujá.
Elo da Corrente -  o coletivo literário realiza o seu sarau no Bar do Santista, no bairro de Pirituba, e tem como organizador o escritor Michel Yakini.
Sarau do Binho - é um sarau itinerante pelo bairro do Campo. Seu Binho é o idealizador da bicicleta literária, chamada de bicicloteca.
Sarau da Brasa -  é o maior e mais tradicional sarau da zona norte, realizado regularmente no Bar do Carlita, na Vila Brasilândia. O sarau também tem importância em manifestações culturais em escolas, orfanatos e praças.